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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Entrevista com Celso de Freyn - Ex-Stauros


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Celso de Freyn foi vocalista da banda Stauros em uma das melhores fases da banda. A seis anos morando na Itália, Celso agora está atuando como vocalista da banda Seven Horizon e nestes meses de setembro, outubro e nove
mbro estará fazendo alguns shows pelo Brasil. Confira nesta entrevista exclusiva maiores detalhes da carreira de Celso de Freyn.
Por Nelson Paschoa



Nelson Paschoa - Até hoje você ainda é muito lembrado por sua passagem pela banda Stauros. Conte como foi esta experiência.

Celso de Freyn – Foi uma experiência muito boa, teria que escrever um livro pra descrever tudo aquilo que fizemos desde a primeira formação. Dois CDs maravilhosos, um selo discográfico que ajudou a lançar a banda em todo o país, mais de 150 shows, centenas de autógrafos e fotos com os fãs, mais de 50 mil CDs vendidos em todo o território nacional, artigos em revistas e jornais, entrevistas na televisão e em FM's, viagens importantes, shows marcantes com grupos como Oficina G3, Resgate, katsbarnea entre outros.
Coisas que marcar
am, por exemplo, uma vez nos tocamos em Campo Grande com o Oficina G3 na época do Manga, cara no meio do show deles o Manga me chama pra cima do palco pra cantar com ele "Glória, glória aleluia", meu, mais de cinco mil pessoas lá em baixo. A mesma coisa rolou em Joinville na época do PG. Uma vez a gente viajou pra São Paulo para participar de uma reunião com as bandas da Gospel Record. Rolou ali um almoço e podemos confraternizar com a galera do Atos 2, pessoal da Renascer Preise, Resgate, Oficina entre outros. Foi nesse tempo em que agente começou a viajar de avião pra vários lugares. A minha primeira viajem de avião foi pra Belém do Para, foram cinco horas de viagem, inúmeras vezes ficamos hospedados em ótimos hotéis. Muitas vezes no mesmo hotel onde ficaram as bandas de nome que iriam tocar com a gente. Algumas vezes almoçamos juntos e confraternizamos com os mesmos. Cara, realmente, foram grandes e inesquecíveis os momentos em que Deus me proporcionou no tempo em que estive com eles. Mas o que realmente marcou foi como Deus nos usou pra quebrar grilhões, e espalhar o bom perfume de Cristo. Ate hoje recebo emails de pessoas contando testemunhos de salvação e libertação através das musicas do “Sentido da Vida” e o “Marcas de um tempo” é incrível a quantidade de pessoas que me escreve contando como foi tocado através das letras dos CD's ou até mesmo nos shows. Uma vez eu recebi um email de uma pessoa que havia se convertido no show em Brasília e alguns anos depois era um pastor. Outros se reconciliaram com Deus através do nosso ministério. Foi um tempo de muita unção. As bandas daquela época tinham uma pegada com Deus de uma forma muito mais intensa que agora. Mas Deus vai fazer a mesma coisa através do Seven Horizons na Itália.

NP Pode dizer por que deixou a banda? Tem algo ligado a sua mudança para Itália?

CF – Fui para a Itália pra ficar três meses e voltar. Mas quando cheguei lá logo vi as necessidades das igrejas de pessoas disponíveis para a obra, durante os três meses que fiquei ali eu senti uma grande convicção de que deveria continuar ajudando. Eu me sentia muito mais útil para o Senhor estando lá. O Stauros era uma grande banda, mas mesmo sendo muito conhecida não cons
eguia fazer tantos shows. Hoje depois de seis anos fora do Brasil pensei em encontrar um país mais preparado para este movimento. Cara infelizmente o que eu vi nestes últimos três meses fazendo contatos e ouvindo a opinião de muitos é que o movimento Christian Metal aqui esta ainda mais fraco. Só grandes nomes conseguem fazer alguns shows. Infelizmente parte da culpa é nossa mesmo. Estamos comprando muito menos materiais das bandas, as nossas igrejas estão investindo muito pouco nos grupos e os poucos roqueiros que temos na cena, não tem dinheiro pra pagar nem o ingresso para assistir as bandas. Ai fica quase impossível, mas mesmo assim existem os remanescentes que não olham para as circunstâncias, mas crê que Deus pode mudar esta realidade. Pois é mano estas coisas já me deixavam desanimado naquela época.

NP – Como aconteceu sua entrada no Seven Horizons?

CF – A minha entrada no Seven Aconteceu por acaso. Depois de ser contatado para ir a Londres como vocalista em uma apresentação do grupo e depois de ser convidado para gravar o CD. Chegou também a proposta para assumir os vocais da banda. Só que nesta época eu já estava me organizando pra voltar para o Brasil. Mesmo depois de ter gravado o cd e de constatar que o resultado final ficou surpreendente em relação a DEMO apresentada no inicio. Mesmo depois de ter conhecido os músicos e feito um boa amizade com eles, eu ainda persistia em voltar para o Brasil e montar um grupo metal, sem ter nenhum vinculo com o Seven. Foi bem nos últimos dias que eu tomei a decisão de ficar no grupo como definitivamente e para selar esta união resolvi organizar esta turnê no Brasil.
O motivo pelo qual eu relutei em ficar no grupo foi que em primeiro lugar o estilo não me agradava tanto e nem a forma de composição com muitos teclados, poucos rifs pesados de guitarra e muitas linhas super baixas de voz. O outro motivo é que eu estava com a idéia fixa de ou voltar para o Stauros ou dar continuação no projeto do Venâncio “Videvox” ou de repente montar uma banda como eu sempre quis. Bem as coisas com o Videvox não deram certo e ate onde sei o Stauros esta muito bem como esta. Pouco antes de decolar para o Brasil eu já havia decidido ficar e apostar no grupo. A continuação no mesmo vai depender da composição das próximas músicas. Se continuar no mesmo estilo como esta agora eu não vou conseguir continuar. Nunca gostei de Jetro Tull. Prefiro mais um Mister Big, ou ate mesmo no estilo do Oficina G3, não é mal.

NP – Quais são as refe
rencias musicais da banda?

CF – Cara, o Giordano que é o principal fundador da banda define as referencias como sendo Dream Theater, Petra, Neal Morse, Metalica, Emerson Laker & Palmer, Satriani, etc.
Mas eu acho que a presença de Jetro Tull é muito marcante nas músicas especialmente aqueles rock progressivos dos anos 70/80 cheios de teclados e efeitos. O que não era absolutamente o meu estilo.

NP – Fale deste primeiro CD da banda.

CF – Este CD foi criado pelos fundadores da banda. Giordano Thomas e Riccardo Oneto, com alguma participação do guitarrista Gianluca Russo. Eu não tive a possibilidade de fazer as linhas melódicas porque quando cheguei o cd já estava pronto. Ou seja, eles tinham uma demo. Mesmo assim, ouvindo o vocal do cd você percebe que é dividido em duas partes. As linhas extremamente baixas e aquelas altas. As linhas melódicas altas foi eu que criei no próprio Studio pois era impossível manter as linhas originais da demo. As linhas baixas menos feias eu acabei mantendo pra fazer a vontade deles. Foi difícil mexer nas músicas pois pra eles era uma coisas já acabada, só que se eu te mostro a demo e o cd finalizado você não acreditaria. A coisa interessante é que enquanto eu estava gravando o vocal de repente eu colocava algumas frases improvisada mais power, meu ficava alucinante e a galera que estava ali, pirava. Tanto que quando estávamos indo já da metade do cd pra frente o Giordano sempre me dizia: “Celso, fica a vontade pra mudar alguma coisa nessa parte” bem foi uma briga porque eles queriam manter o cd meio tipo Jetro Tull sem tantas influencias de haevy metal, mas como eu sou teimoso, acabei conseguindo colocar um pouco daquilo que eu sabia fazer melhor. Esse cd é só o começo de uma grande história, o melhor ainda esta por vir.

NP – Encontrou alguma dificuldade seguir com banda sendo brasileiro em um país com idioma e cultura diferente?

CF – No inicio eu senti muita dificuldade na comunicação por dois motivos. Eles são muito jovens e brincam o tempo todo entre eles fazendo brincadeiras que quase sempre eu não entendia, mesmo com seis anos de Itália. O outro motivo é que tudo acontecia numa velocidade muito grande, só sendo italiano ou tendo crescido e estudado ali pra acompanhar em real time. Quase sempre eu ria fazendo de conta que tinha entendido a brincadeira pra não ficar sem graça. Só que depois eu me enchi com isso e expliquei pra galera que reduzisse um pouco a velocidade e me explicasse o contexto daquilo que eles estavam falando porque eu queria rir também, (risos). Isso foi no início, depois melhorou bastante. Sabe como é eu já estou chegando na casa dos "entas" e conseqüentemente é normal que eu me comunique melhor com pessoas da minha geração (risos).

NP – Como é a cena rockeira na Itália?

CF – No meio não cristão é bem difundido, tipo assim é normal um jovem italiano gostar de rock, quase todos curtem, não tem essa coisa de um jovem italiano ter um cd no carro de música sertaneja ou qualquer um desses estilos bregas que é comum por aqui. La ser roqueiro é normalíssimo, enquanto que o roqueiro aqui é doidão, maluco, etc. Só que em se tratando de Christian Metal, é raro, ninguém conhece. Nós, como Seven Horizons, estamos abrindo as portas lá na Itália também pra este tipo de trabalho. Da pra contar nos dedos, mas tem umas poucas bandas na Europa que estam desbravando este campo.

NP – No caso das bandas cristãs, existe alguma diferença marcante com relação ao Brasil?

CF – A diferença marcante é o objetivo. Lá as poucas bandas que existem, levam este trabalho como missão, ministério, chamado, etc. São muito sérias, objetivas e fazem com o coração voltado para o evangelismo. É claro que as bandas de lá investem também em qualidade, divulgação etc., mas o fim é sempre levar a palavra. Você pode me dizer, mas Celso, aqui também é assim. Pouquíssimas bandas aqui pensam assim. A maioria aproveita esta estrada pra se promover, algumas encaram até como profissão etc. As bandas que fizeram história e conquistaram um espaço aqui e no exterior foram aquelas cujos membros se consagraram, e quando pararam de se consagrar simplesmente sumiram ou deixaram de existir. Deus tem zelo por esta obra. Tem gente que pensa que isso é uma moda e que já passou. Não é verdade, Deus ainda não desistiu de salvar os malucos desse mundo e vai levantar qualquer pessoa que tenha um coração sincero perante ele. Esta semana eu fui visitar a Gólgota, uma igreja de maluco cujo Pastor é um grande amigo meu de longas datas. Guitarrista da primeira banda de rock que eu participei. Eu fui lá em Curitiba e vi o inicio daquela igreja. Tipo iniciou em uma casa de um dos membros com alguns malucos... Hoje, nove anos depois, nove anos de persistência, lutas e muita garra a igreja do Pr. Pipe conta com mais de 100 membros, situada no centro da capital do Paraná. Sabe o que é isso? Isso é Deus dizendo, HÁ ESPERANÇA ELE AINDA NÃO DESISTIU DE NOS USAR COMO FERRAMENTAS PARA LEVAR SALVAÇÃO PRA ESSA GALERA.

NP – Há muitas bandas cristãs de metal na Itália?

CF – Como eu já citei antes, não. Há realmente pouquíssima. As únicas duas que eu conheço foram aquelas em que eu participei. O “Altripercorsi” (http://www.youtube.com/celsodefreyn#p/u/25/dKH_oz-_iMI ) e o “Seven Horizons” (http://www.myspace.com/7horizons). Tem outra que não é tão conhecida, mas é muito boa. Todos os integrantes daquela banda não eram crentes e era a banda cover oficial do Megadeth, reconhecido pelos mesmos. O vocalista se converteu e pouco a pouco levou toda a banda pra Jesus. Logo depois lançaram um álbum com letras cristãs. A banda é de Milão, se chama BOARDERS (http://www.myspace.com/music4thelion) confere lá, já tocamos juntos duas vezes, o vocal impressiona com o timbre de voz e com a unção palpável que se sente na voz dele. Ouça a música: “True Rebellion”. Quero ver se trago materiais das duas bandas para disponibilizar na nossa turnê.

NP – Vocês estão com alguns shows marcados no Brasil. Está ansioso por voltar a sua terra?

CF – Olha, Nelson eu na verdade já estou em Curitiba há quase dois meses, e estou na correria pra fechar os shows da turnê. Por agora estamos com algumas datas na manga.

Algumas já confirmaram. Segue a lista das cidades.

07 de Setembro - Salvador/BA--------------Show

08 de Setembro -Vítória da Conquista/BA -- Show

25 de Setembro - Recife/PE------------------Marcha pra Jesus

02 de Outubro – Guarulhos/SP--------------Over Rock

09 de Outubro – São Paulo/SP---------------Crach Church

11 de Outubro – Curitiba/PR-----------------Gólgota

16 de Outubro - Curitiba/PR-----------------Bola de Neve

23 de Outubro – Pato Branco/PR----- -------Igreja Menonitas/ Teatro Municipal

NP – Qual a sua expectativa quanto a estes shows por aqui?

CF – No início a expectativa era grande e alta. Mas agora, depois de passar inúmeras horas na frente do computador e contatar mais de 100 pessoas, se a gente fizer sete shows já vamos levantar as mãos pro alto. Só com as despesas garantidas.

NP – Ainda há algumas datas disponíveis neste tour, para quem está interessado em contar com Seven Horizons, o que deve ser feito?

CF – Sim há muitas datas. Se alguém tiver interessado é só entrar em contato através do email – celsodefreyn@hotmail.it

Maiores informações a respeito do grupo é só acessar qualquer um dos seguintes sites:

http://www.myspace.com/7horizons

http://www.myspace.com/defreyn

http://celsodefreyn.blogspot.com/

http://www.youtube.com/user/celsodefreyn

http://twitter.com/celsodefreyn


NP – Muito obrigado por sua atenção Celso, espero vê-los ao vivo por aqui.

CF - Eu é que agradeço pela oportunidade que você esta dando da gente poder passar pra galera ae um pouco da nossa historia. Obrigado por tudo e que Deus te abençoe de forma poderosa.

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